Essa semana o Orkut perdeu uma de suas maiores comunidades, a Discografias, que era a maior existente para troca de músicas online. Depois de meses medindo forças com representantes das gravadoras, a comunidade “Discografias” anunciou, no último domingo à noite (15/03), seu fim.
A Discografias abrigava 921 mil usuários cadastrados, porém, o número de pessoas que utilizava a comunidade efetivamente ultrapassava 1 milhão. Nela, era possível compartilhar links para baixar álbuns inteiros, sem pagar nada.
Um dos motivos do sucesso da comunidade era a organização e o grande e variado volume de material disponível, fazendo com que o endereço se tornasse uma das principais plataformas na web brasileira para quem procura esse tipo de conteúdo.
Os moderadores da comunidade (que permanecem em anonimato) divulgaram a seguinte nota sobre o ocorrido: “Informamos a todos os membros da comunidade ‘Discografias’ que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros orgãos de defesa dos direitos autorais”.

Já a APCM se pronunciou afirmando que o encerramento do fórum é “positivo”. A entidade já vinha notificando o Google sobre a “ilegalidade” da comunidade há meses. O Google, por sua vez, negou que tenha entrado em contato com os administradores da comunidade para pressioná-los.
A queda de braço com a APCM começou no ano passado, quando esta declarou guerra à comunidade, tida como sua principal inimiga na rede. “Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a ‘Discografias’”, disse à Folha Online Edner Bastos, coordenador antipirataria da associação que defende a propriedade intelectual.
Os moderadores da Discografias se defenderam afirmando que, “muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável sobre ‘baixar músicas da internet’. Ilegal e pirataria, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas”, disseram, sem sair do anonimato.
Fonte: Folha Online